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Negócio - Moda 80 e 90

De volta ao essencial

Quando o tempo revela o verdadeiro significado do estilo

Vivemos, hoje, a era da fast fashion – uma moda acelerada, quase sempre descartável, quase como um “fast food” do vestir.

São peças criadas para durar pouco, acompanhar tendências passageiras e não, necessariamente, atravessar gerações. Daqui a alguns anos, muito do que vemos hoje, simplesmente deixará de existir. Não porque perdeu espaço, mas porque, desde a origem, não foi feito para permanecer.

Em contraste, estão as peças vintage – das décadas de 80, 90 e de tempos ainda anteriores. Roupas com costuras bem estruturadas, alfaiataria precisa, tecidos de qualidade. Peças concebidas para resistir ao tempo.

Isso é valor.

Isso é história.

Por isso, preservar o vintage não é apenas uma escolha de estilo.

É um ato de consciência. Um gesto de respeito ao passado e de responsabilidade para com o futuro: por isso, um hoje consciente e firme.

Houve um tempo em que a moda não era descartável. Em que as peças atravessavam anos, memórias e gerações. Em que se vestir não era apenas seguir tendências – era afirmar identidade.

E é justamente essa essência que, hoje, retorna.

As décadas de 80 e 90 não representaram apenas uma estética – mas uma forma de existir na moda. Estrutura, presença, personalidade. Um tempo em que até os detalhes mais discretos carregavam significado, como a emblemática etiqueta CGC, símbolo de uma época em que o consumo era mais próximo, mais humano, mais verdadeiro.

Enquanto o universo da moda revisita seus próprios caminhos – impulsionado, inclusive, pelo imaginário icônico de O Diabo Veste Prada 2, que reacende discussões sobre poder, imagem e os bastidores de uma indústria em transformação – cresce também o desejo por aquilo que não se perde.

Por aquilo que permanece.

Na Casa Vila Rosa, essa nunca foi uma tendência passageira – sempre foi essência.

Desde os seus primórdios, Jaqueline Assunção e Regina Carneiro constroem uma curadoria que vai além da moda. Um olhar sensível, criterioso, que reconhece valor na história de cada peça, na qualidade de sua construção e na autenticidade que atravessa o tempo.

Aqui, o vintage não é apenas estética.

É identidade.

Cada escolha carrega memória. Cada detalhe traduz permanência. Cada peça reafirma que o verdadeiro estilo não nasce da pressa – nasce da construção.

Em um mundo onde tudo se renova rapidamente, a Casa Vila Rosa permanece fiel ao que realmente importa: o essencial é, e sempre será, insubstituível.

Ele se preserva.

Ele se reconhece.

Ele atravessa gerações e mantém só.

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