Reflexão - Povo Indígena
O que os povos originários ensinam-nos sobre presença, cura e reconexão
Abril não é apenas mais um mês, no calendário. Ele carrega um convite silencioso – e, ao mesmo tempo, urgente – de reconexão com aquilo que fomos antes, de nos perdermos de nós mesmos.
No dia 19 de abril, celebramos o Dia dos Povos Indígenas. Mais do que uma data comemorativa, esse momento nos chama a olhar com respeito e reverência para os guardiões mais antigos da Terra: aqueles que nunca se esqueceram de quem são.
Enquanto o mundo moderno ensina-nos a correr, a produzir e a nos desconectar do sentir, os povos indígenas seguem, lembrando-nos do essencial:
O tempo da natureza
O respeito aos ciclos
A escuta do corpo
A conexão com o espírito
Eles não apenas vivem na Terra – eles vivem com a Terra.
E talvez seja exatamente isso que nossa alma esteja pedindo agora.
Vivemos uma era de exaustão emocional, de ansiedade e de desconexão interna. Inúmeras mulheres – como as que chegam até mim – carregam dores silenciosas, relações desgastantes e um profundo esquecimento de si.
O que os povos originários mostram-nos é que a cura não está fora.
Ela está no retorno.
Retornar ao corpo.
Retornar ao sentir.
Retornar ao simples.
Despertar a consciência é, antes de tudo, lembrar.
Lembrar de que somos natureza.
Lembrar de que temos ciclos.
Lembrar de que não nos precisamos violentar para sermos aceitas.
Abril, então, torna-se um portal: um convite para silenciar o ruído externo e ouvir a sabedoria interna.
Que possamos honrar os povos indígenas, não apenas com palavras, mas com presença.
Que possamos aprender com sua força, sua espiritualidade e sua forma de viver em harmonia.
E, principalmente, que possamos ter coragem de voltar para casa – para dentro de nós mesmas.
Cacau Terapeuta
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